Opinião

Depois de um estreia tímida em 2014, Pavilhão Indie passa a existir de fato na BGS

No ano passado, o Pavilhão Indie da Brasil Game Show possuía apenas sete empresas, após ter prometido  a presença de 14 corporações nacionais. Em 2015, o espaço deixa a traseira do estande da Saraiva para ocupar um corredor considerável da BGS atrás da praça de alimentação, com 22 startups brasileiras. Os desenvolvedores indies passam então a existir.

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“Estou sentindo este novo espaço tão cheio quando a Game Developers Conference (GDC). Estamos promovendo o campeonato de Super Button Soccer e está cheio todos os dias”, disse ao Geração Gamer o empresário Maurício Tadeu Alegretti, dono da companhia sorocabana Smyowl e do site Indústria de Jogos (IDJ). O executivo deu prêmios da Razer e discutiu negócios com grandes nomes como a Intel. Os desenvolvedores de Sorocaba também apresentaram o jogo de puzzle inspirado no Neymar Jr desenhado por Maurício de Sousa, o autor de a Turma da Mônica. A Smyowl também deu entrevista ao programa Conta Corrente do canal GloboNews, citando uma projeção de crescimento da cena brasileira de games de 13% até o ano de 2019.

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Outro empresário, Pérsis Duaik, estava presente na BGS com um estande com o dobro do tamanho de 2014. Se em 2014 Duaik se destacou ao dar uma entrevista ao Jornal Nacional da Globo, neste ano o empreendedor recebeu um prêmio da Microsoft diretamente da mão de Phil Spencer, o americano chefe da divisão Xbox. Aritana e a Pena da Hárpia foi o primeiro jogo brasileiro a se integrar com o console Xbox One com contrato de exclusividade, além de fazer parte do programa ID@Xbox.

O Pavilhão Indie, por este e vários outros motivos, saiu do papel. Resta saber se a BGS pretende adotar uma vertente como a GDC é nos Estados Unidos ou se pretende permanecer como uma feira generalista. O evento acertou ao integrar estúdios nacionais como o Aquiris em apresentações internacionais da Sony, com participação do empresário Sandro Manfredini.

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A Brasil Game Show tem muito espaço para crescer, mas falta foco. Espera-se que a feira tenha reunido, em 2015, cerca de 300 mil visitantes. É um sucesso comercial absoluto e é a maior reunião de games na América Latina. No entanto, para se manter relevante diante de uma Comic-Con Experience que também conquista adeptos, a BGS vai ter que mostrar que suas peculiaridades são únicas.

E isso inclui o Pavilhão Indie.

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Um comentário sobre “Depois de um estreia tímida em 2014, Pavilhão Indie passa a existir de fato na BGS

  1. Pingback: Cinco novidades que mexeram com a cena brasileira de games – 12/10/2015 | Geração Gamer

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