Opinião

O primeiro desenvolvedor brasileiro de games, Renato Degiovani, comenta sobre o jogo Toren

O desenvolvedor Renato Degiovani (58) fez o primeiro game aos 25 anos, em meados de 1981, no Brasil. Foi um dos pioneiros de nossa crescente indústria, e tem orgulho de ser brasileiro. Dirigiu a revista Micro Sistemas e edita o site TILT Online, em que comercializa e discute seus próprios games. O jogo Toren, da Swordtales com a publisher Versus Evil, foi lançado após quatro anos de desenvolvimento com incentivos da Lei Rouanet. Degiovani deu um depoimento ao site Play’n’Biz do colega Kao Tokio sobre o game. Reproduzimos com autorização as impressões do desenvolvedor pioneiro sobre Toren no Geração Gamer.

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O surgimento de uma vaga para escrever sobre games numa ótica feminista é uma boa notícia

No dia 6 de abril, uma segunda-feira, a revista Ovelha divulgou uma vaga para uma repórter de games que faça textos sob uma ótica feminista. O post no Facebook teve cerca de 1,5 mil compartilhamentos e foi muito bem recebido por um nicho que era deixado de lado no jornalismo de jogos digitais. Isso é uma boa notícia para a imprensa, castigada pelo recente processo de demissão em massa de quase 200 jornalistas no jornal O Estado de S.Paulo e outros rumores de problemas em grupos grandes de comunicação, como a Bandeirantes e a Folha de S.Paulo.

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O cantor Roger, do Ultraje a Rigor, deveria dublar o policial do jogo Battlefield: Hardline?

A notícia não envolve games brasileiros, mas é sobre a localização de jogos estrangeiros em nosso país. A Warner Bros, em conjunto com a Electronic Arts (EA), anunciou nesta segunda-feira (2) que o cantor Roger Moreira da banda Ultraje a Rigor, e músico do programa de Danilo Gentili no SBT, dublará o policial Nick Mendoza do novo game de tiro Battlefield: Hardline, que perseguirá seus ex-colegas corruptos nos Estados Unidos. Roger virou tema de um texto do site Bonus Stage sobre a repercussão de sua escolha pela EA, selecionando tuítes de pessoas que gostaram do artista brasileiro no jogo e também outros usuários que questionaram ironicamente a sua presença.

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Não existem jogos sérios. Existem temas sérios para games

Por João Marcelo Beraldo*

Uns meses atrás foi anunciado mais um concurso do Sebrae para a criação de jogos sérios. Lembro que em um grupo de desenvolvedores de games brasileiros um ou outro fizeram piada, achando que “jogos sérios” fosse um termo sem sentido criado por alguém que não entende de jogo.

Foto: Adriano Agulló/Creative Commons

Foto: Adriano Agulló/Creative Commons

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