Editorial

Queremos mais mulheres escrevendo sobre games – e há oportunidades neste site

Texto com colaboração de Daniela Rigon.

O público gamer é machista, mesmo com a pesquisa Games Brasil apontando que 52,6% desse segmento é composto por mulheres, uma maioria diante dos homens. No jornalismo de jogos eletrônicos, praticamente todos os veículos são geridos ou editados por homens. Geração Gamer não foge da regra. Nasceu como um livro-reportagem escrito por quatro homens entre 2009 e 2010, virou uma coluna no site TechTudo (Globo.com) em 2013 de autoria de um homem e virou um site independente no ano seguinte nas mãos de um homem.

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Entrevistamos sim mulheres, divulgamos games feitos por minorias gays ou trans e buscamos quebrar preconceitos. No ano de 2015, o site teve colaborações da jornalista Daniela Rigon, ex-Portal POP e repórter de revistas no setor.

De acordo com o mídia kit oficial do G2, 90% dos nossos leitores são homens com maioria entre 19 e 30 anos. Embora muitos repudiem racismo e formas variadas de preconceito, é natural que o espaço seja suscetível ao machismo. Editorialmente, sabemos que a entrada da Daniela no time é pouco.

Por isso, queremos mudar isso.

Atualmente, a situação financeira do Geração Gamer é suficiente apenas para pagar seus custos de servidor. O editor e repórter responsável do site recebe pontualmente patrocínios para eventos e coberturas jornalísticas. O site ainda caminha para se tornar mais rentável.

Não podemos, no momento, pagar novas colaboradoras mulheres, mas temos interesse em publicar uma abordagem feminina sobre a cena brasileira de games.

Isso possibilita testes de jogos nacionais, credenciais para eventos e uma experiência jornalística.

Você se interessou?

Mande então um email para pedrozambarda@gmail.com com sua sugestão de texto, coluna ou espaço feminino para este site.

Não prometemos um pagamento imediato, mas aceitamos uma mudança na nossa equipe de um ponto de vista masculino para outro mais feminino. Mais igualitário, em resumo.

E se você quiser conhecer iniciativas feitas por mulheres e para mulheres no meio gamer e geek, Geração Gamer dá algumas sugestões.

Visite Garotas Geeks, MinasNerds, Collant Sem Decote, Girls of War, Garotas Nerds, a coluna da jornalista Flavia Gasi no site IGN Brasil, e outros sites.

Leia mulheres e promova mulheres. Só desta forma surgirá alguma mudança. Acreditamos nisso.

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3 comentários sobre “Queremos mais mulheres escrevendo sobre games – e há oportunidades neste site

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