Resenha

Treeker brinca com dois mundos, mas é um cenário vazio

Geração Gamer teve acesso ao jogo Treeker: Os Óculos Perdidos, da desenvolvedora Blu Box Soft de Fernando Paulo, durante o BIG Festival que ocorreu entre os dias 27 de junho e 5 de julho. O game foi finalista da categoria “Melhor Jogo” no maior evento de títulos independentes no Brasil, que ocorreu no Centro Cultural São Paulo. A indicação foi a primeira de um jogo brasileiro no segmento.

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Infelizmente o game não venceu na votação, perdendo para This War of Mine, dos poloneses de Varsóvia do 11 Bits Studios. Fizemos uma resenha para você entender sobre o que Treeker se trata.

Um jogo com uma realidade invisível

O game brasileiro é simples. Você precisa explorar um ambiente 3D e solucionar seus puzzles em um ambiente que mistura florestas, relógios solares e rochas com escrituras. O jogo é em primeira pessoa para PC, custa cerca de R$ 20 e permite interagir com boa parte do cenário.

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A narrativa e a jogabilidade mudam quando você consegue derrubar as defesas e finalmente pegar os tais “óculos perdidos”. Equipados com eles, o dia vira noite, plataformas invisíveis surgem e portas se abrem. Durante o game todo, você brinca entre as duas realidades para solucionar seus mistérios. A dualidade dos ambientes é uma ótima sacada.

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É um jogo que te força a pensar para utilizar de maneira correta os óculos.

O problema do tédio

A ação e a exploração ocorre em um arquipélago colorido e repleto de detalhes. Visualmente, o jogo é bonito. Mas ele peca em detalhes substanciais.

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Um dos problemas é a trilha sonora. Sem nenhum atrativo especial, ela passa uma sensação de cenário vazio e sem vida. Falta uma melodia que conduza os eventos do game, ou mesmo efeitos sonoros que marquem transições.

A impressão que se passa é de tédio e de uma jogatina muito estática. Este conjunto de fatores frustra e dá a impressão de que poderia ser um game melhor.

A virtude escondida do jogo

O que não se sabe é que Treeker foi desenvolvido por apenas uma pessoa. Fernando Paulo é de Santa Catarina e fez o papel de programador, designer e todas as atribuições dentro de um game. Normalmente, jogos de pequenas empresas são desenvolvidos por pelo menos três pessoas. Ele contou sobre sua experiência à IGN Brasil e deixou claro que não está satisfeito ainda com o game.

“Eu tive aulas de programação na faculdade e trabalhava como modelador 3D. Para mim, abrir o Photoshop ou digitar código para Unity é a mesma coisa”, disse o desenvolvedor à publicação. Agora ele está empenhado em outro projeto dentro do Treeker chamado “Fragmentos da Lente”. Este novo modo promete melhorar o jogo.

O que podemos concluir?

Treeker: Os Óculos Perdidos é um jogo que prometia mais por ser um indicado a uma das premiações mais prestigiadas do BIG. O game não decepciona totalmente, mas poderia ter elementos mais cativantes em sua composição. Fica devendo nestes pontos, mas não deixa de ser um jogo atraente por ter sido criado por apenas um homem.

Notas

– Gráficos: 8
– Jogabilidade: 6
– Som: 5
– Replay: 7
– Nota final: 6,5

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Um comentário sobre “Treeker brinca com dois mundos, mas é um cenário vazio

  1. Pingback: 10 novidades que mexeram com a cena brasileira de games – 14/09/2015 | Geração Gamer

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