Opinião

O Brasil já produziu seu “Quarteto Fantástico” da realidade virtual. Teremos mais gente?

Texto originalmente produzido para o Drops de Jogos.

Existe um “Quarteto Fantástico” da realidade virtual da cena brasileira de jogos digitais.

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O último deles surgiu na metade de 2015. O Projeto WOC, de realidade virtual, foi idealizado pelos irmãos Pérsis e Ricardo Duaik, que criaram Aritana e a Pena da Hárpia da casa da avó. Pérsis se transformou no rosto do projeto, lançou livro sobre gestão de negócios após uma pirataria que chegou em 90% dos seus jogos. Agora, com WOC lançado na Fatec São Caetano do Sul, em São Paulo, o empreendedor pretende lançar animações e filmes em VR para envolver telespectadores.

Pérsis Duaik quer, basicamente, transferir sua experiência com jogos digitais para o universo do Oculus Rift e de todos os seus concorrentes, tanto para interagir quanto para contar histórias.

Quem começou essa trajetória de promoção da realidade virtual no Brasil foi Ana Ribeiro em 2014. Funcionária pública e vendedora de empadas no Maranhão, em São Luís, ela largou tudo para fazer pós-graduação no Reino Unido. Criou Pixel Ripped e recebeu verba para finalizar seu jogo na sede da Oculus nos Estados Unidos. Sua trajetória heróica inspirou criadores de games nos anos posteriores.

Orlando Fonseca Jr., naquele mesmo ano, começou a desenvolver para o Gear VR da Samsung, aparelho que permite o uso de smartphones como tela. Ele e seu IMGNation Studios, de Santa Maria, criou jogos mais simples para a realidade virtual, que se transformaram em febre na SBGames de 2014. Desenvolveu até Angry Birds para VR.

Por fim, e antes de Pérsis Duaik, Tiago Ardel de Moraes, ex-sócio da TAXI Labs, fundou o OVNIStudios e tomou frente ao jogo infantil Perônio. Ele tem um caminho sempre antenado com inovação e conectado com as melhores referências do mercado internacional. Seu game funciona como um catálogo em realidade virtual de carreiras profissionais para crianças, um livro aberto. Com isso, o desenvolvedor cativou os visitantes do BIG Festival em 2015.

Entre os quatro talentos, ainda surgiu o óculos VR Beenoculus, totalmente nacional, produzido em escala pelos irmãos Rawlinson e Jose Evangelista Terrabuio em Curitiba. A dupla entrou em contato com desenvolvedores e com as engines Unity e Unreal para ajudar na promoção de novos desenvolvedores brasileiros que estejam interessados em realidade virtual.

Fizeram um evento no Espaço CUBO, do Itaú, no final de fevereiro de 2016. Tiago Moraes também se juntou à Beenoculus e, em janeiro, fizeram uma oficina de criação de jogos para realidade virtual na Campus Party Brasil.

Além do “Quarteto Fantástico” do VR no Brasil e de todas as equipes envolvidas com eles, teremos um novo mercado com novos devs em poucos anos?

Realidade virtual é mesmo a onda do momento?

Se for, o Brasil conseguiu em dois anos acompanhar o movimento que o Oculus Rift começou em 2012.

E há frutos a se colher mais para frente nestes passos rumo a inovação, dentro e fora do país.

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