Opinião

Cine Play e a “primavera” da cena brasileira de games

Maio foi um mês diferente para a cena brasileira de games. No finalzinho de abril, chegou Chroma Squad do Behold Studios de Brasília, após uma bem-sucedida campanha de crowdfunding e repercutindo de verdade neste mês. Depois veio o aguardado Toren, desenvolvido em quatro anos pela Swordtales de Porto Alegre com apoio da Lei Rouanet de incentivo fiscal. Os dois lançamentos de peso foram acompanhados por outros projetos em desenvolvimento. No dia 24 de maio tivemos ainda o evento Cine Play, que contou com apoio do site Geração Gamer e deve acontecer mensalmente reunindo documentários, jogos para o público, palestra e apresentação de música de games nacional.

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Estamos vivendo, de fato, uma “primavera” na cena brasileira de jogos digitais. Games são criados no Brasil desde 1980, mas somente agora estamos vendo cada vez mais grandes produções florescendo.

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Acompanho a cena nacional desde 2008, mas nunca vi um entusiasmo como o atual. Em apenas uma semana, Chroma Squad rendeu R$ 600 mil para seu estúdio criador, de acordo com Saulo Camarotti em uma entrevista ao site Overloadr. Ou seja, as produções nacionais caminham para se tornarem grandes ou mesmo lucrativas.

Embora tenha sido criticado por seus bugs, Toren se tornou tema de uma reportagem do maior jornal francês, o Le Monde, que inclusive entrevistou o editor do Geração Gamer. O jogo foi criticado pelo site americano Gamespot, que deu nota 5, mas o maior portal brasileiro, UOL, disse que o título da Swordtales honra a tradição brasileira de se fazer games. Ou seja: Valeu a espera.

As pequenas produções continuam em andamento em casas de jogos independentes, como a Indie House Brasília, em clima de cooperação e pouca competição. Todo esse ecossistema aumenta o otimismo sobre o crescimento da cena brasileira.

Por fim, o Cine Play surge como um possível espaço, além de iniciativas consolidadas como o Spin no Centro Cultural Vergueiro, que já traz grandes empresas como Epic Games e Unity, para criar uma agenda de eventos para os jogos brasileiros.

A primavera dos games no Brasil é clara quando até o primeiro desenvolvedor nacional se comove ao jogar Toren e ao reconhecer um futuro promissor no nosso mercado. “Quando já ia completar o pensamento ‘isso sim é um adventure gráfico’, com todas as implicações que esse conceito tem, mergulhei em um mar de possibilidades inesperadas. O jogo me ganhou ali”, disse Renato Degiovani, pioneiro em nosso mercado, sobre um game lançado em 2015.

Estamos vivendo um tempo de florescimento dos videogames em nosso país. Devemos aproveitar o otimismo, o entusiasmo e a criatividade para formar um mercado consistente, uma indústria próspera.

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Um comentário sobre “Cine Play e a “primavera” da cena brasileira de games

  1. Pingback: 5 novidades que mexeram com a cena brasileira de games – 30/05/2015 | Geração Gamer

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