Reportagem

Feminismo entrou em pauta em debate de Jogos e Gênero na SBGames

A SBGames acabou no dia 14 de novembro, mas um debate no evento sobre Jogos e Gênero do dia 13 chamou atenção ao tratar do feminismo nos videogames. A discussão foi mediada pela professora e doutora Edla Eggert, da Unisinos, e envolveu jovens e crianças que estavam no local. GamerGate e a questão da igualdade nos jogos foram pauta das principais falas.

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“O ambiente de desenvolvimento de videogames tem pessoas estabelecidas, normalmente os homens heterossexuais, o patriarcado, e os outsiders. Isso é tema de pesquisas que venho fazendo na academia. Vamos formar um círculo e conversar sobre isso”, disse a professora Edla. Eu narrei minhas experiências ao falar sobre GamerGate na imprensa, de como eu fui chamado de “feminazista” por alguns dos meus leitores. Outras pessoas no local comentaram sobre os preconceitos que existem contra homossexuais nos games e como faltam narrativas que contemplem minorias, como também ocorre com transsexuais.

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O debate colocou que o desenvolvimento de games não se centrou em apenas contemplar as mulheres, mas sugerir que a criatividade irá brotar em novas criações se ela sair deste antro tipicamente machista, presente nos jogos digitais desde 1970. Esse discurso debatido bate com a campanha por igualdade nos games promovida pelo desenvolvedor Andreas Zecher, do estúdio Spaces of Play de Berlim, que ganhou força entre os desenvolvedores brasileiros neste mês, com corações no lugar de seus avatares no Facebook. A campanha de Zecher, que inclui mulheres feministas e minorias que não são representadas nos games se iniciou há dois meses atrás, em setembro.

“Nosso papel como mulheres está mudando nos videogames e estamos tendo progressos. A repressão neste ambiente vem da natureza masculina machista, que constrói um ambiente em guerra, mesmo que ele esteja repleto de tecnologia. Entramos como figurantes e outsiders. Nossas figuras são sexualizadas para saciar as vontades dos homens. Isso tende a mudar com cada vez mais mulheres desenvolvendo jogos”, finalizou Edla Eggert. O debate durou cerca de uma hora, com um gostinho de que muita coisa a mais poderia ter sido debatida ali.

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*Pedro Zambarda viajou para Porto Alegre a convite da ADJogosRS

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