Opinião

Game Over: A Nintendo, os impostos e uma geração infeliz

Por Moacyr Alves*

Nintendo, empresa japonesa de games, anunciou o término de sua distribuição oficial no Brasil neste mês. O principal motivo para a medida foi a preocupação da companhia em pagar os impostos da maneira mais correta possível, o que eleva o preço dos jogos aos patamares mais caros do mundo se comparados com outros lugares com situações similares.

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Ela encarou como um desafio trabalhar no Brasil mesmo com os altos impostos. Esse problema acarretou outro: O contrabando dos seus produtos que competia economicamente com a distribuidora oficial.

Para o mercado interno, o rompimento não muda muito porque é fácil achar preços mais baratos para os jogos por meio de vendedores não oficiais. Eles operam sem fiscalização. No entanto, no cenário internacional, a imagem do Brasil fica manchada e isso retrata a triste realidade da retirada de mais uma empresa já instalada por aqui por conta dos impostos e do contrabando.

Nos últimos anos, há uma luta para a redução das tarifas para esse setor. Atualmente os games também são vistos como cultura: Possuem trilha sonora, arquitetura e arte gráfica. O governo não trata a área com a devida atenção, ignorando todo o potencial que o mercado apresenta, inclusive levando em conta nosso potencial para desenvolvimento de jogos.

Fica uma grande insatisfação para quem realmente é fã da empresa que criou clássicos como Mario, Zelda, Metroid, entre outros títulos. A Microsoft e a Sony se mantêm firmes por aqui e assim esperamos que permaneçam em nosso país, apesar de todos os problemas postos.

*Moacyr Alves é presidente da ACIGAMES, criador do campanha Jogo Justo e coordenador do curso de Jogos Digitais da Faculdade Impacta Tecnologia.

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4 comentários sobre “Game Over: A Nintendo, os impostos e uma geração infeliz

  1. Pingback: 10 novidades que mexeram com a cena brasileira de games – 25/01/2015 | Geração Gamer

  2. Huitzel disse:

    Sejamos francos, a Nintendo nunca respeitou os consumidores brasileiros. Uma prova disso? Cite um jogo produzido pela Nintendo que esteja 100% traduzido, ou que recebeu dublagem? Até onde sei, nenhum. Nem a loja deles tinha suporte para o Real.
    Uma coisa que todo mundo já sabe é que a carga tributária do Brasil é a mais alta do mundo, porém, isso não impede da empresa ter um pouco de carinho e respeito para com seus consumidores.

    Curtir

  3. Pingback: Os 10 melhores posts de 2015 | Geração Gamer

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