Opinião

Como os newsgames estão voltando até a cena brasileira de jogos

Por Diego Pinheiro*

Os jogos jornalísticos são conhecidos desde 2003 por um autor chamado Gonzalo Frasca, criador do conceito e do termo “newsgames” – games produzidos com inspiração em notícias, eventos históricos e/ ou de grande proporção.

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Em 2007, a Superinteressante foi pioneira em produzir newsgames para seu site. A revista criou seus próprios jogos, como o Jogo da Máfia, CSI – Ciência Contra o Crime, Filosofighters, entre outros. Todos eles fizeram parte de alguma reportagem publicada de forma impressa.

A produção dos jogos jornalísticos caiu, mas de 2013 para este ano alguns newsgames já foram lançados como: V de Vinagre, Gringo Hero, Pule o muro e, o que recentemente foi parar na Play Store, Corrida Pelada! POA. Cada um deles repercute um tema que a mídia deu bastante atenção ou um fato histórico.

Pule um muro faz parte de um projeto de reportagem multimídia sobre a queda do muro de Berlim em 9 de novembro de 1989, que completou 25 anos neste mês. O jogo foi contou com sete pessoas em sua produção.

Este é um novo formato de jornalismo, investigando os eventos que aconteceram naquela época. O game permite que o jogador escolha o personagem para tentar “pular o muro” de Berlim como as pessoas faziam na época da Guerra Fria. O conteúdo informativo permite que a pessoa conheça a história da queda do Muro de Berlim e quem eram as pessoas que estavam lá. Reportagens complementam os dados apresentados e o programa não é simples de ser jogado.

Corrida Pelada! POA, é um jogo do tipo charge, algo semelhante ao que os jornais impressos fazem. O game se apropriou da notícia das pessoas que começaram a correr peladas por Porto Alegre e criaram um jogo inspirado nessa “moda”.

Criado pela Aurea Games em 24 horas – ao melhor estilo Jack Bauer -, o jogo é bastante simples e divertido: Correr com a peladona pelo parque ou cidade e desviar dos objetos. Não há muita informação neste tipo de jogo, por isso este newsgame é categorizado como charge.

As empresas de desenvolvimento de games estão mirando nos jogos jornalísticos, criando mecânicas simples e que chamam a atenção do público jovem, sem um enredo mirabolante. Agora, resta saber, se as grandes corporações de noticias vão começar a mudar o esquema de produzir conteúdo para acompanhar o público que joga. Pois, nestes casos, só o papel já não é mais suficiente.

*Diego é estudante de jornalismo e pesquisador na área de newsgames.

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Um comentário sobre “Como os newsgames estão voltando até a cena brasileira de jogos

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